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Museu Histórico Jacinto de Sousa

Biografia

Jacinto de Sousa

Um dos maiores expoentes da arte popular cearense, cuja trajetória foi marcada pela sensibilidade, pela simplicidade e por um profundo compromisso com as causas sociais.

Jacinto de Sousa (Quixadá, 1896 — Quixadá, 1941)

“Um homem cuja arte foi, acima de tudo, expressão sincera do povo.”

Filho de Inácio de Souza Primeiro e Maria Angélica de Souza, Jacinto nasceu em Quixadá no dia 3 de julho de 1896 e faleceu na mesma cidade em 29 de janeiro de 1941.

Homem de origem humilde, Jacinto enxergava nas desigualdades sociais a matéria viva de sua arte. Dotado de uma aptidão extraordinária, desenvolveu, de forma autodidata, suas próprias técnicas nas áreas da fotografia, pintura e escultura. Sua obra foi amplamente reconhecida à época, sendo considerado um dos grandes artistas cearenses, especialmente pela beleza estética e sensibilidade expressiva que imprimia em seus trabalhos.

Entre suas esculturas, destaca-se a produção de figuras regionais talhadas em madeira com canivete, técnica que exige precisão e delicadeza. Uma de suas peças mais emblemáticas, o Cristo Crucificado, encontra-se em exposição permanente neste museu.

Do seu modesto ateliê, localizado em Quixadá, saíram obras destinadas a espaços públicos. Dentre elas, destacam-se o busto da Princesa Isabel, localizado na cidade de Redenção, símbolo da abolição da escravatura, e o Monumento ao Trabalhador Livre, representado por um ferreiro em pleno labor, situado na Praça da Estação, em Quixadá. Nessa mesma praça localiza-se a casa em que Jacinto viveu com sua esposa, Lídia Alves Ribeiro, e seus oito filhos.

Fiel aos seus princípios socialistas, Jacinto de Sousa jamais comercializou suas criações. Morreu com a mesma humildade com que viveu, mantendo-se fiel à arte como expressão da vida, e não como mercadoria. Ainda assim, seu talento foi reconhecido e noticiado na imprensa da época, e suas obras se espalharam por diversas regiões do Brasil.

Recebeu homenagens marcantes, como as crônicas “Nadja me contou”, de Jader de Carvalho, e “Glória Humilde”, publicada na Revista O Cruzeiro pela escritora Rachel de Queiroz.

Em reconhecimento à sua importância artística e cultural, a Câmara Municipal de Quixadá aprovou a Lei nº 1.922, de 11 de agosto de 2000, que atribuiu a este espaço o nome de Museu Histórico Jacinto de Sousa, perpetuando a memória de um homem cuja arte foi, acima de tudo, expressão sincera do povo.

1896

Nasce em Quixadá, em 3 de julho

1922

Esculpe o Monumento ao Trabalhador Livre

2000

A Lei nº 1.922 dá seu nome ao museu